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Veja a prévia de Left 4 Dead 2

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Notícia disponibilizada em: 06/11/2009 às 13:34

Veja a prévia de Left 4 Dead 2







Por: Leonardo Teixeira

A Valve lançou esta semana uma demo de Left 4 Dead 2 pelo sistema Steam, e claro que nós do Fliperama mergulhamos de cabeça nesta sangrenta e divertida porção do game. Left 4 Dead 2 coloca quatro sobreviventes contra infinitas hordas de mortos-vivos e seu objetivo é conseguir alcançar o final de um dado estágio antes de ser totalmente estripado por zumbis. A demo lançada se limita ao cenário de The Parish. Mas dizer algo como “limitado” é um pouco de exagero: os subúrbios de Nova Orleans compreendem um cenário amplo e uma excelente oportunidade para sentir um pouco do gostinho do jogo, que está programado para chegar às lojas ainda este mês. Se a Valve conseguiu provar alguma coisa nestes últimos anos de Half-Lifes e Team Fortresses, é que sua habilidade em criar experiências multiplayer é igualada por poucas desenvolvedoras. Acredite, Left 4 Dead 2 é um excelente exemplo disso. Confira o porquê.

A demo lançada se assemelha àquela antiga de Left 4 Dead original. Ou seja, o jogador tem à disposição um modo cooperativo para 4 jogadores online, que podem ser trocados por Bots controlados pela CPU, e apenas isso. Ou seja, ficam de fora o modo Versus, que inclui a possibilidade de se jogar como os novos super zumbis (falaremos mais sobre eles em breve) e o novo Director’s Mode, que permite customizar partidas de forma ainda mais geral. Contando, inclusive, com a possibilidade de manipular o clima como se fosse algum tipo de divindade matadora de zumbis. Dito e feito, tivemos uma experiência muito melhor desta vez no quesito técnico: houve poucos problemas de conectividade em nossa experiência se comparada a demos de L4D original, cujas partidas eram constantemente cortadas (seja pelo nosso próprio ping, seja por problemas no servidor). A qualidade do serviço online aqui está impecável. Jogadores podem se unir em Quick Play, que te coloca em qualquer partida que esteja vaga, ou procurar manualmente servidores disponíveis ou amigos para se reunir.





Uma vez dentro do game, a primeira impressão pode ser que nada mudou desde o primeiro jogo. Quer dizer, ainda são quatro sobreviventes, contra os mesmos zumbis à la Extermínio e usando a mesma interface. Mas dê uns dois minutinhos e é bem capaz que você mude de ideia. O game, mesmo a demo, está lotado de novidades. Pra início de conversa, os personagens têm em mão um arsenal bem mais amplo. Em nossa primeira partida, pudemos colocar as mãos em três tipos de espingarda calibre 12., incluindo uma versão automática que simplesmente mói mortos-vivos desavisados, duas metralhadoras e ao menos três rifles de assalto, além de uma guitarra elétrica e uma frigideira. Sim, agora o gamer tem à disposição uma série de armas para combate corpo-a-corpo e todas são muito divertidas de usar. Talvez tenha algo a ver com o som seco de panelada quando a cabeça podre de um carniçal é atingida em cheio com um golpe da frigideira. Falando neles, há também diferenças notáveis entre os inimigos com os quais os jogadores irão competir. Left 4 Dead 2 é ainda povoado pelos infectados maratonistas do game anterior, mas eles são acompanhados por uma diversidade de outras monstruosidades. Uma das aparições mais constantes da fase The Parish é o zumbi policial, todo protegido por coletes à prova de balas e capacetes. Até aí nenhuma novidade, afinal se você lembrar bem, havia mortos-vivos que eram exclusivos de um cenário ou outro. A sacada é que para matar alguns deles, agora, é necessária certa coordenação. O zumbi policial, por exemplo, é extremamente resistente a ataques frontais, mas tem as costas desprotegidas. A ideia é andar sempre com um companheiro e atrair a atenção do monstro para que seu parceiro o alveje pelas costas. Ou vice-versa.

Embora inquestionavelmente excelente, o jogo anterior é um multiplayer cuja verdadeira mágica é para poucos. Uma boa partida de L4D deve contar com quatro jogadores dispostos a enfrentar a dificuldade máxima e, mais importante, se comunicar. Organização e coordenação são essenciais e, em L4D2, nada mudou neste aspecto: se distancie muito do seu grupo e logo você vai se ver encurralado por dezenas de inimigos, sem conseguir se proteger. Se você é desses que acredita na força individual e acha que andar em grupo é uma perda de tempo, é capaz que os novos superzumbis te ensinem uma lição ou duas. Todos os quatro dão as caras na demo e todos trabalham sob um único propósito: dividir e conquistar. O veterano Smoker, Boomer e Tank estão de volta. Entre os novatos, temos a Spitter, uma perturbadora mulher infectada que usa sua longa perna para cobrir distâncias com facilidade e pode soltar um líquido ácido de sua boca (ou seja lá o que restou dela). A substância não só serve como um poderoso projétil. Ela gruda no chão e funciona como uma espécie de Napalm, queimando tudo que passar por cima da área atingida. A tática da criatura é brincar de gato e rato com os sobreviventes, obrigando-os a se afunilarem ou se dispersarem.





Além disso, outro a dar as caras é o brutamontes Rammer, que age de forma similar ao Tank do game anterior, mas com mudanças: ele ainda é capaz de correr e atropelar seus inimigos, mas agora o monstro conta com um braço infectado gigante, e o usa para bater as vítimas contra o chão repetidas vezes. A única saída do ataque é ter um amigo próximo para derrubar a ameaça. O último novo superzumbi é o espirituoso Jockey. Como o nome sugere, sua habilidade está em montar. E não queira estar com um destes sorridentes zumbis agarrados ao seu ombro: o Jockey toma o controle do jogador, normalmente mandando o sobrevivente para algum perigo próximo. De novo, a saída mais eficiente é ter alguém por perto para derrubar o feioso. Pode parecer que agora são os zumbis quem viraram a mesa em L4D2, mas os humanos também têm algumas cartas sob a manga. Além das armas convencionais e dos kits de emergência (que podem ser usados no próprio jogador ou em algum colega incapacitado), os sobreviventes têm à disposição doses de adrenalina, que aumentam a velocidade e resistência e pílulas de saúde, que recuperam uma porção da vida do personagem por um tempo definido.

Vamos falar um pouco da fase em si. The Parish começa com os sobreviventes saindo de um barco pesqueiro e caminhando em uma Nova Orleans fantasmagórica. Embora a fase se passe em pleno dia, há um quê muito perturbador mesmo nos pontos mais calmos da fase – confessamos que o cenário nos fez lembrar do desastre causado pelo Katrina. As primeiras porções são todas cheias da ação típica de L4D: a fase se passa de forma linear e, além de matar zumbis perdidos pela cidade, é necessário eliminar hordas que chegam de surpresa (alertadas apenas por uma mudança na música ambiente) e os superzumbis. Depois de passar por um amplo jardim público, os sobreviventes chegam a uma ruela por debaixo de um elevado. O alarme de um estacionamento próximo começa a apitar e vocês sabem o que vem pela frente: sebo nas canelas! Isso porque os zumbis são atraídos por toda a fonte de sons de alta freqüência e eles vêm em montes. A tática, nesta última porção, do estágio é chegar a uma torre de controle e desligar o sinal e aí que toda a tática de jogo muda: aqui é necessário correr e ficar esperto para ajudar companheiros que ficaram para trás. É uma cena frenética e cheia de tensão, que apenas nos deixa mais animados para o resultado final de Left 4 Dead 2. Ainda temos muito o que discutir sobre o game, portanto aguardem em breve nossa análise completa, cortesia do Fliperama, claro!

 
     
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